Adam Smith (1723 - 1790)

Adam Smith é o mais conhecido comentador do livre mercado de todos os tempos. Nasceu em Kirkcaldy, na Escócia, uma pequena cidade litorânea perto de Endimburgo. Smith foi educado na Universidade de Glasgow e no Ballioll College em Oxford. Mais tarde, lecionou em Endimburgo e tornou-se professor na Universidade de Glasgow. Depois de certo tempo, Smith foi à França para ser o tutor do duque de Buccleugh e encontrou Quesnay, Turgot e Voltaire. Quando estava na França, Smith começou a escrever a obra A riqueza das nações e continuou a escrevê-la no seu retorno para a Escócia. Essa obra influente foi publicada em 1776. Em 1778, seguiu os passos de seu pai e tornou-se oficial da alfândega. Faleceu em Endimburgo em 1790.

Muito se fala da contribuição de Smith no campo econômico e menos se fala de seus pontos de vista religiosos e morais. Na obra Teoria dos sentimentos morais (1759), Smith discutiu o papel da simpatia ao relacionar o auto-interesse com a virtude. Se é permitido ao livre mercado funcionar e às pessoas enriquecer, elas terão tempo de se preocupar com a situação angustiosa do indigente. Na sociedade primitiva, o foco primário do povo é a sobrevivência. Smith também demonstrou que o mercado promoveu virtudes, tais como, responsabilidade, honestidade, frugalidade, habilidade e auto-controle. Na busca pela aquisição de riqueza e poder, essas virtudes são necessárias para ser bem sucedido. Em épocas passadas, não havia tal mecanismo mercadológico de seleção ou incentivo para por em prática a virtude. Na época pré-comercial, escreveu Smith, os ricos e poderosos dependiam da fraude e do privilégio.

Além do mercado, outras instituições, tais como a Igreja e a sociedade, apoiariam a virtude. Smith afirmou que a religião é uma expressão da necessidade de justiça e benevolência no mundo material que “reforça o senso de dever natural.” No entanto, Smith escreveu que a igreja institucionalizada, ou seja, a manutenção de recursos para a religião pela cobrança de taxas, retiraria o incentivo ao proselitismo. Na sociedade, Smith argumentou, a associação de pessoas que pensem de um determinado modo iria possibilitar efeitos semelhantes. Se alguém escolher afiliar-se a um grupo de boas pessoas, bons resultados poderiam acontecer.